terça-feira, 30 de novembro de 2010
Sofrimento Psíquico no trabalho e doenças no ambiente de trabalho
Poder nas Organizações (opinião pessoal postada num fórum)
Numa organização cargo e posição dá poder e pode ou não influenciar outras pessoas. Pessoas cujas motivações não envolvem dinheiro, podem se sentir incomodada com seu chefe, se ele não é um bom líder, e pedir demissão. Chefes de repartições públicas não exercem muito poder sobre seus funcionários se ele também não for um bom líder e não tiver carisma, devido à estabilidade do cargo pública.
Eu penso que o poder sozinho na organização não tem muito a ver com o crescimento. O funcionário que detém o poder pode usá-lo de maneira errada e prejudicar a empresa. Já uma boa liderança sim. Mas nem sempre um bom líder está num cargo que ele possa exercer o poder de fato.
ASSÉDIO MORAL
Muitos consideram assédio moral apenas quando o assédio é recorrente (o famoso “pegar no pé” do funcionário, ou “perseguição”). Isso faz muito mal ao funcionário, que se desmotiva e pode ter problemas psicológicos, e ainda deixar a empresa.
O assédio moral é bem antigo e tem várias causas, uma delas é o desejo de um superior de mostrar seu "poder" e "superioridade" perante ao funcionário. Outro motivo é a inveja de um potencial funcionário que possa ascender de posição dentro da organização, ou mesmo meio de se vingar (seja qual for o motivo) do funcionário, humilhando-o. Independente das causas é uma prática abominável. geralmente associada ao abuso de poder, que deve ser combatida e denunciada, e ocorre em várias organizações e meios.
GRUPOS (e a influência dos Roleplaying Games no trabalho em grupo e cooperação)
Existe um "jogo" criado em 1974 por dois americanos (chamados Gary Gygax e Dave Arneson, ambos já falecidos) chamado de Roleplaying Games, ou simplesmente RPGs (Jogos de Interpretação de papéis). Os roleplaying games originais derivaram dos jogos de estratégia, com a diferença que neles não havia vencedores e perdedores, e sim um grupo que trabalhava unido para vencer os desafios impostos pelo Mestre de Jogo (que narrava a história, os personagens de suporte e vilões e arbitrava os resultados dos desafios). Os RPGs não buscam um vencedor, apenas contar uma boa história, na qual os "jogadores" interpretam personagens fictícios pensando e agindo como eles agiriam. O primeiro RPG foi o Dungeons & Dragons, baseado nas obras de J. R.R. Tolkien (como O Senhor dos Anéis) e o primeiro RPG de Fantasia Medieval, e que inspirou também o desenho animado "Caverna do Dragão". Muitos outros gêneros surgiram depois (como Horror, incluindo a febre "vampiro" com os livros de Anne Rice, que inspiraram tb outro famoso RPG, mais focado no drama teatral, Vampiro - A Máscara), mas o foco principal sempre foi trabalhar em grupo para atingir os objetivos. Devido à essas qualidades, o RPG já foi usado em algumas práticas pedagógicas para incentivar as crianças a cooperarem e trabalharem em grupo, e também até um tempo atrás era o único "jogo" que a NASA permitia que seus astronautas jogassem em serviço (e em missão), pois ao contrário do xadrez, carteado e outros jogos competitivos, o RPG "se vencia" apenas com a união dos jogadores e o alcance de um objetivo.
GESTÃO DE CONFLITOS
Comunicação e Subjetividade
Acho que o desejo de "controle" da organização só é prejudicial, e acaba às vezes por deixar o funcionário temerário de fazer alguma coisa, de expressar uma opinião, tomar iniciativas ou mesmo torna o ambiente de trabalho desconfortável ao trabalhador, prejudicando muitas vezes seu rendimento.
LIDERANÇA E COACHING
Creio que é um bom método de aprender, porém às vezes pode ficar chato e não ter um bom retorno, não comoa conteceria de forma espontânea (o mentoring) . Além disso o líder que não for carismático estará agindo no mesmo papel daquele "professor chato" cujos alunos detestam ir à aula e aprendem muito pouco.
LIDERANÇA E GERENCIAMENTO DE IMPRESSÃO
domingo, 28 de novembro de 2010
PROCESSO DE PERCEPÇÃO
Diversos fatores influenciam no processo de percepção, que podem ser divididos em fatores externos e internos.
Fatores externos: A intensidade do estímulo é a mais importante, assim como movimento, contrastes, cores (se for visual).
Fatores internos: Motivação, força do hábito ("prática", experiência), comportamento, conhecimento, saúde emocional e psicológica.
Tanto os fatores internos quanto externos são importantes. Não se deve apenas achar que quando erramos ou dá algo errado com a gente que a culpa são dos fatores externos, tudo é um conjunto e às vezes os fatores internos acabam sendo ainda mais importantes dependendo da situação.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Motivação
Não é simples entender o que motiva as pessoas, e existem muitas variáveis envolvidas, desde o crescimento e desenvolvimento da pessoa, até as experiências de vida e a sociedade na qual cresceu. Para algumas pessoas o que pode motivá-la pode ser apenas o dinheiro, com o qual ela poderá melhorar sua qualidade de vida e realizar seus sonhos, já para outras pessoas talvez o simples fato de estar envolvida com a organização e sentir-se como parte de algo maior, e que pode contribuir para a organização atingir suas metas e ter sucesso, pode ser suficiente para motivá-la, é o que se chama de "vestir a camisa", cada vez mais raro em nossa sociedade capitalista. Para algumas pessoas também o fato de trocar experiências, conhecer novas pessoas, partilhar ideias e crescer como ser humano, pode ser suficiente para motivá-las.
Mas algumas coisas são certas, como por exemplo o texto de Rogério Alencar de Andrade. Concordo com ele quando diz que a motivação é importante para o desenvolvimento e obtenção do conhecimento. Ninguém aprende se não estiver motivado, e nenhum pesquisador desenvolve pesquisa de qualidade e avança o conhecimento se aquilo não o motiva. No meio acadêmico principalmente, acho que o que mais motiva os pesquisadores e estudantes é a CURIOSIDADE. E para isso a pessoa tem que ser curiosa sobre determinado assunto.
Bibliografia
A TEORIA ATRIBUCIONAL: (RE)CONCEITUANDO A MOTIVAÇÃO NA APRENDIZAGEM, Rogério Alencar Ferraz de Andrade.
link: http://www.ufsm.br/lec/01_04/Rogerio.htm
MOTIVAÇÃO: MITOS, CRENÇAS E MAL-ENTENDIDOS, Cecília W. Bergamini
link: http://www.uab.furg.br//mod/resource/view.php?id=11966
MOTIVAÇÃO - CONCEITO E TEORIAS, profº Drº Paulo Gomes de Souza Filho
link: http://www.uab.furg.br//mod/resource/view.php?id=11969
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Gerenciamento de Impressão
Personalidade (Reflexões sobre Personalidade, tarefa II)
A unidade 2 começa tratando sobre personalidade, e suas “classificações”, de acordo com o comportamento apresentado pela pessoa. Discute inicialmente se a pessoa herda sua personalidade geneticamente, se é o meio no qual ela está inserida que molda essa personalidade ou ambos os fatores. De acordo com algumas pesquisas envolvendo inclusive gêmeos, parece que a herança genética tem alguma importância sim na personalidade das pessoas.
Claro que o ambiente também influencia, é o chamado “comportamento ligado ao papel”, e é um aspecto mutável, pois ele tende a mudar o comportamento da pessoa de acordo com o ambiente.
Além disso, segundo o material, a SITUAÇÃO é outro importante fator que determina comportamento e personalidade. De acordo com o texto “Personalidade” (Gomes 2010) a situação, influencia os efeitos da hereditariedade e do ambiente provocando mudanças e trazendo a tona diferentes aspectos do indivíduo. Certas situações tem um maior poder de influência que outras impondo limitações ao comportamento (ex. igreja). Outras podem permitir ao indivíduo apresentar comportamentos que dificilmente seriam previsíveis (ex. show de stripers). Muito do que pode acontecer, parece ser afetado pelas diferenças individuais que hoje domina os estudos da personalidade em contraste com a busca de padrões gerais e universais que caracterizava o campo anteriormente.
Pesquisadores estudam os traços de personalidade porque eles acreditam que podem ajudar na seleção de funcionários, na adequação das pessoas ao trabalho e na adequação das pessoas ao trabalho e na orientação para o desenvolvimento da carreira de cada pessoa. Por isso chegou-se a um “big five” de avaliação de personalidade: Extroversão, Amabilidade, Consciência, Estabilidade Emocional e Abertura para Experiências.
Além disso seis principais atributos de personalidade influenciam no comportamento organizacional: Centro de Controle, Maquiavelismo, Autoestima, Automonitoramento, Personalidade Tipo A e Personalidade Proativa. Na minha opinião, creio que os mais “destrutivos” para a organização e as pessoas envolvidas nela sejam o Maquiavelismo (“os fins justificam os meios”), e a Personalidade Tipo A. A primeira, porque a pessoa com essa personalidade é capaz de fazer QUALQUER COISA pra se dar bem e progredir na vida, inclusive passar por cima dos outros e prejudicar a empresa (se isso lhe favorecer). Já as pessoas de personalidade Tipo A é caracterizado por um forte senso de urgência, um excesso de competitividade, e uma hostilidade facilmente ativada. Em algumas culturas, como a americana, essa característica costuma ser valorizada e associada com ambição e conquista de bens materiais. E isso também, indiretamente, pode acabar levando ao Maquiavelismo posteriormente. Pessoas assim não pensam no bem coletivo ou mesmo da empresa, apenas neles próprios e são capazes até mesmo de roubar da empresa se verem que a possibilidade de serem pegos é baixíssima.
Já para o funcionário em si, uma baixa autoestima é muito prejudicial, pois ele será usado por outros na empresa (principalmente pelos maquiavélicos), as pessoas abusaram de sua boa vontade, e ele geralmente não terá iniciativa para dar opiniões, ou mesmo acreditar em seu potencial, não progredindo dentro da empresa.
A unidade II continua com dois artigos falando de Gestão de Impressão, e como isso afeta a organização. Um fala da gestão de impressão e entrevista, e outro na gestão de impressão e produção. Essa “impressão” é o que a pessoa quer aparentar para os outros, sejam amigos, colegas ou mesmo seus chefes e subordinados, dentro de uma organização. Elas buscam transmitir aos outros informações sobre si mesmas, que podem ser verdadeiras, falsas (cínicas) ou mesmo excludentes.
Normalmente isso tem um carácter depreciativo, pois muitos imaginam apenas que as pessoas transmitem o que elas não são, para tirar vantagens disso. De fato isso não é muito “legal”, mas ajuda a conseguir vaga em empregos nos quais uma impressão, muitas vezes equivocada do entrevistador, poderia tirar a vaga de uma pessoa que, de fato, acaba mostrando competência e utilidade para a empresa.