segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Contexto Social e Imaginário Organizacional Moderno

Atualmente o ambiente social tem mudado seguido, com fortes influências tecnológicas e de novos "padrões" (popularização da internet, redes sociais, celulares-computadores multi função, faculdades e cursos à distância, "virtualização" do dinheiro através de cartões de débito e crédito e compras via internet, facilidade de comunicação instantânea, downloads de filmes, músicas e livros em questão de minutos, etc), e essas mudanças também refletem nas organizações e na personalidade do funcionário.

As organizações privadas possuem maior facilidade em responder às mudanças sociais, mesmo que indiretamente (por exemplo, recebimento de currículos via internet e e-mail, uso de redes sociais para ajudar na contratação de funcionários e marketing, etc).

Em relação à identidade, as organizações não podem fornecer nada mais que referências parciais e contraditórias. O tipo de ser que elas pretendem formar é o retrato das próprias contradições que abrigam no seu seio. Elas dizem ao indivíduo para ser combativo, agressivo, individualista, mas, ao mesmo tempo, ele deve colaborar, integrar-se na equipe e fazer parte do time; pedem que ele seja inovador, criativo, ousado, mas que obedeça à tradição e não provoque rupturas; elas querem que ele tenha iniciativa, mas sendo obediente; ele deve ser orgulhoso de estar no time, mas deve sempre provar que merece o lugar do outro; ele pode tudo, mas não sabe de nada; ele é grande e potente como elas, mas frágil a cada reestruturação que elas farão; querem que ele seja herói numa maratona que não tem fim, fazendo com que ele corra pelo próprio movimento em direção ao alvo, uma vez que este não é para ser atingido. No limite, o que elas pedem é que ele seja diferente sendo o mesmo que os outros, que ele as ame independentemente de ser amado, que confie nelas mesmo que elas dêem mostras de não ter merecimento, que ele almeje sempre o troféu que não existe. De resto, as organizações são, e tendem a continuar sendo, objetos fascinantes e provocativos (apud Maria Ester de Freitas, 2000).

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